quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Apaixonante


Sedução, charme, delicadeza, fama e encanto aproximam a Möet & Chandon das mulheres.

Desde o século XVII, a Moët & Chandon desperta paixões avassaldoras nas mulheres que degustam esse elixir irresistivelmente suave. As primeiras a comprovarem os encantos do champagne foram as nobres francesas. A favorita de Luis XV, Madame Pompadour, declarou: "O Champagne é o único vinho que deixa uma mulher linda depois de bebê-lo". Outras da nobreza da época diziam que o Champagne fazia com que os olhos da mulheres brilhassem, sem que a face ficasse ruborizada.

Não faltaram mulheres famosas para colaborar com a divulgação dos "sussurros da espuma" e do "salto das pérolas", como diria, com toda a sua criatividade, a novelista Colette. A mãe e a esposa de Napoleão, durante o Primeiro Império, e Josephine Baker, nos agitados anos 20, colaboraram para irradiar o Champagne. Sarah Bernhardt, de incontestável habilidade artística, costumava fazer suas refeições acompanhada por meia garrafa de Moët & Chandon, cuja efervescência agia de forma inigualável em seu corpo. Nos anos 50 as atrizes e as modelos do designer Worth foram fotografadas brindando o festival de filmes de Cannes com um "coupe de Champagne" nas mãos. A rainha Elizabeth II foi coroada ao sabor da Möet & Chandon, safra 1943. O mundo fashion também conta com esse brinde especial, por exemplo, através dos lábios de top models como Eva Herzigova e Inês Sastre. Em 1998, as modelos do London Fashion Week lançaram moda, não só de roupas, acessórios e estilo, mas também, de tomar Möet & Chandon de canudinhos, para não borrar nenhum milímetro da maquiagem.

A Möet & Chandon não se desvencilhou do charme, sensualidade e delicadeza da figura feminina nem por um instante. Logo que a publicidade ilusrada passou a ter um papel de destaque, a Maison aproveitou a oportunidade para conquistar os corações dos consumidores. Alphonse Mucha, famoso ilustrador, artista de pôsteres e menino prodígio do movimento Art Nouveau, apaixonado pelas mulheres, realizou uma campanha de propaganda com a Moët & Chandon como herói e a mulher como sua intérprete. Esse elo especial entre as mulheres e a Möet & Chandon cresce cada vez mais, criando um clima de sedução e fascinação mútuas.



Publicado no site: http://www.taste.com.br/


quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Goles de puro prazer

Os vinhos espanhóis aguçam os mais exigentes paladares, ocupando assim, lugar destaque nas mais requintadas mesas do mundo.

Não são apenas os vinhos franceses, italianos e chilenos que saciam a sede de Baco. A Espanha também tem suas regiões produtoras de vinho e produz vinhos bem interessantes. Dividida em Denominación de Origen (D.O.), o sistema que garante a excelente qualidade da imensa variedade de uvas, métodos utilizados na produção desses maravilhosos vinhos, das cerca de 50 D.O.saem vinhos jovens, crianza, reserva, gran reserva e espumante que fazem par perfeito com o forte sabor de sua culinária.

Conheça os tipos

Vino de mesa – é produzido em qualquer região do país, não possui o mesmo controle de qualidade dos vinhos produzidos nas D.O.’s.

Vino de la Tierra – é produzido em regiões tradicionais do país, porém não pertencem à categoria D.O.

Vino de Denominación de Origen (D.O.) – é produzido em regiões sujeitas a regras rigorosíssimas. Há controle sobre as características do solo, os tipos de uvas utilizadas, o método de vinificação, o teor alcoólico, o tempo de envelhecimento etc.

E suas 4 categorias:

Vino joven ou Vino Sin Crianza ou Vino del Año – pouco envelhecido.

Vino de Crianza – envelhecimento de no mínimo dois anos, sendo pelo menos seis meses em barris.

Vino Reserva - seu envelhecimento é de no mínimo três anos, dos quais pelo menos um ano em barris para os vinhos tintos e de dois anos, dos quais seis meses em carvalho para os vinhos brancos e rosés.

Vino Gran Reserva - o envelhecimento mínimo é de cinco anos. Os tintos passam pelo menos dois anos em carvalho e os brancos e rosés quatro anos, sendo que seis meses são passados em barris de carvalho. Esses são considerados vinhos de qualidade, resultado de safras especialíssimas.

Os espumantes Espanhóis cava também andam ganhando de destaque. O cava, além de se enquadrar nas qualificações esperadas, guarda segredos, como a quantidade de sua perlage, mini pérolas que surgem ao fundo, do copo, dando vida à bebida e causando sensações deliciosas na boca de seus amantes.

A diversidade dos vinhos da Espanha permite que qualquer pessoa, seja ela uma exímia conhecedora de vinhos, uma mera apreciadora ou apenas uma curiosa, sinta os prazeres deste elixir.

Cava Reserva de la Família - Crianza - Juve y Camps

Península Importação e Exportação Ltda.- Fone: (11) 3822-3986

Pazo de Barrantes Albariño 2003 – Jovem - Marques Murrieta e Fuentespina – Crianza 2003

Expand - Tel: (11) 4613-3333


Publicado na Revista Helvetia Polo Life - No. 21

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Picante e Exótica

Feita a base de peixes e frutos do mar, a culinária espanhola é uma mistura de influências culturais tão saborosa quanto a paella.

Com sua farta e esplendorosa gastronomia, a Espanha alimentou gênios como Gaudi, Picasso, Dali, Miró, Buñuel. Não é viagem de D. Quixote, o personagem de Cervantes, dizer que o sabor dessa culinária, que mistura temperos de diversas culturas, é tão forte quanto a personalidade do próprio país.

São muitas as interpretações e os tipos de pratos que freqüentam a mesa dos espanhóis. Tudo depende da região e da influência. Mas azeite, açafrão, salsinha, batata, feijão e pimentón picante ou dulce concedem um aroma especial e um colorido exuberante aos simples e frescos ingredientes vindos principalmente do mar, tanto nos tapas (petiscos que são mania) quanto nas tradicionais paellas, gazpachos e tortillas.

Daniela Hispagnol, Tomás e Pilar Lorente trouxeram para o seu Toro algumas das iguarias mais apreciadas pelos espanhóis. O ambiente moderno, em que predomina o vermelho-escarlate, é a tradução da tradição e da cultura do país. O charme está em passar a tarde com os amigos picando (beliscando) uma infinidade de irresistíveis tapas (petiscos) e bebericando um bom jerez (vinho de uva Palomino) ou um delicioso cava (espumante).

Inovador, no Toro, a magia introduzida pelo chef Julian Gil, que adapta de forma delicada e saborosa as delícias espanholas à cultura brasileira. Algumas de suas receitas trazem combinações curiosas, que misturam mandioquinha e farofa aos pratos mais tradicionais e temperam as sobremesas típicas à brasilidade da goiabada e do maracujá. A gastronomia do Toro mantém o sabor espanhol tradicional, com a leveza e a sensibilidade da cozinha contemporânea. Impossível não se render naturalmente às saborosas maravilhas espanholas.

Daniela Hispagnol e o chef Julian Gil cederam duas receitas do Toros de sua cozinha para a revista Pólo. E não é paella.

Arroz de Cigalas (Risoto de Lagostim)

Ingredientes:

150grs de lulas frescas; 150grs de cambucu; 350grs de lagostim; 160grs de arroz; 120grs de molho de tomate refogado com cebola; 1 colher de Sopa de Picada (amassar 1grs açafrão, 5grs de alho e 5grs de amêndoa); Azeite de oliva; Salsinha; 1/2 litro Caldo de peixe (Fumet)

Modo de fazer:

Refogue as lulas e o cambucu no azeite de oliva em uma panela funda. Adicione o molho de tomate, o arroz e a picada. Refogue bem e adicione metade da porção de fumet fervendo, salgar e mexer constantemente com uma colher de pau para que o arroz solte o amido para dar a liga. Ir adicionando o restante do fumet c, salgue constantemente e mexa com a colher de pau para dar liga. Vá adicionando o restante do fumet conforme o arroz for secando sem deixar que fique seco, mexendo por quinze minutos. Caso o arroz não esteja ainda no ponto, adicione mais fumet. Abra o lagostim pelas costas em duas partes e adicione ao arroz. Deixar ferver por mais três minutos, sempre mexendo. Adicione um pouco de salsinha picada e servir imediatamente. Nota: a consistência deve ser cremosa.

Montagem:

Sirva em prato fundo e coma com colher, como fazem os espanhóis.

Vinho:

A elegância do arroz de cigalas pede a harmonização com o vinho Dom Pedro De Soutomaior, da Galícia. A presença de mineral e salinidade dos crustáceos combina com este vinho branco, elaborado com uvas albariño, de acidez que lhe confere frescor e com notas florais (acácias e rosas).

Albariño Dom Pedro De Soutomaior "Neve" R$ 98,00

Cordero asado con farofa de jamón (Cordeiro assado com farofa de presunto ibérico)

250grs de pernil desossado; 30grs de aspargo; 60g de batata; 1 ovo; 5grs de presunto ibérico; 50grs de farinha de mandioca; 5grs de sal e pimenta; 500grs de azeite; 6grs de molho rôti

Modo de fazer:

Cordeiro Confitado:

Limpe o pernil de cordeiro, adicionar sal e pimenta. Aqueça o azeite a 160 graus e mergulhe o cordeiro juntamente, com alecrim, tomilho e alho, a gosto. Cozinhe por duas horas. Depois de pronto corte em fatias de aproximadamente 1 cm de espessura.

Farofa:

Refogue o presunto ibérico, adicionar ovo e a farinha de mandioca, mexa bem até ficar crocante.

Aspargos:

Pele os aspargos desde a ponta até o tronco, retire a parte mais dura do tronco e grelhe na chapa até ficar al dente.

Batata:

Descasque e fatie as batatas em lâminas finas e redondas, sele na chapa com azeite de oliva, sal e pimenta do reino. Retire e frite na frigideira até ficar crocante. Deixa escorrer no papel absorvente.

Montagem:

Disponha as batatas no prato, coloque o cordeiro por cima, em uma das laterais, a farofa naoutra, e os aspargos na diagonal por cima do prato. Regue o cordeiro com o molho.

Vinho:

A melhor opção é o vinho tinto Protos Crianza, da Adega de Protos, originário da Denominación de Origen Ribera del Duero. O vinho é feito com uvas tempranillo, envelhecido

12 meses em tonéis de carvalho americano e 12 meses na garrafa. Sua harmonização com pratos elaborados e de cocção demorada como o cordeiro é perfeita, por sua complexidade de aromas, leve acidez e mescla de frutas vermelhas com baunilha.

Toro
Rua Joaquim Antunes, 224
Telefone: 3085.8485



Publicado na Revista Helvetia Polo Life - No. 21